Seade: Campinas terá mais 105 mil domicílios em 2050

Campinas deve ganhar mais 105 mil residências até 2050 – passando de 395.983 para 500.595. É o que aponta o estudo divulgado pela Fundação Seade, que projeta o crescimento populacional e domiciliar nos próximos anos.

Esse cenário no município, significa, entre outras coisas, uma maior verticalização, ou seja, maior presença de prédios. “Deve haver um direcionamento mais para a verticalização. Quanto ao espaço, não há problema. Paris e Barcelona, por exemplo, possuem espaço menor e população muito superior”, explica João Verde, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas e diretor do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano.

Para ele, alguns pontos são importantes para que esse crescimento seja ordenado, como criação de pequenos núcleos para evitar com que o transporte seja sobrecarregado e que as pessoas precisem de grandes deslocamentos para suas atividades. “Temos que ter bairros estruturados, com empregos mais próximos para que as pessoas possam trabalhar perto de casa”, comenta.

A visão é compartilhada pelo secretário de Habitação de Campinas, Samuel Rossilho. “Temos que desenvolver o comércio, o serviço e a indústria, com moradia ao redor, para facilitar a locomoção”, acrescenta. Rossilho vê a projeção com naturalidade e acredita que Campinas tem condições de absorver esse crescimento. “Temos mais de 100 mil famílias vivendo em ocupações e uma defasagem de 40 mil domicílios. Mas temos projetos do Plano Diretor para expansão de áreas urbanas a curto prazo. Primeiro, temos que priorizar vazios urbanos, mas de uma forma planejada. Precisamos de uma cidade harmonizada, que tenha infraestrutura para absorver todas as classes”, comenta.

De acordo com o documento, apesar do aumento em domicílios em todo Estado, a média de pessoas em cada residência deve cair. O número que era de 3,21 pessoas por residência em 2010 chegará a 2,47 em 2050. Segundo Verde, isso reflete o estilo de vida que vem se legitimando nos últimos anos, com mais pessoas morando sozinhas.

“Muitas vezes o filho não casa, mas quer uma moradia. Ou se separa, cada um vai para uma casa. Idosos que se separam ou que o parceiro venha a falecer. Hoje o foco principal é o sucesso profissional, o que faz mais pessoas viverem sozinhas. Antigamente, o foco da maior parte das pessoas era formar famílias”, explica. (Metro Campinas)

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