Segundo pesquisa da Habicamp, em um ano e meio, preço médio em Campinas subiu até 40%
Em um ano e meio, o preço do imóvel novo em Campinas passou por uma valorização recorde de 40%, segundo esti- mativa divulgada ontem pela Associação Regional da Habi- tação (Habicamp). O percen- tual está a frente do movimen- to acompanhado em outros municípios paulistas que es- tão passando por um grande aquecimento no mercado imo- biliário, de acordo com o presi- dente da entidade Francisco de Oliveira Lima Filho. “Cida- des de peso na economia do Estado, como é o caso de Ba- rueri, na Grande São Paulo, onde fica o Alphaville, se valo- rizaram um pouco menos, em torno de 35%” , afirmou.
Percentual de alta supera o de outros municípios paulistas
Dessa forma, um aparta- mento novo de três dormitó- rios, com duas vagas na gara- gem, que até meados de 2009 tinha um preço médio estima- do pelo mercado em R$ 180 mil, agora chega a custar R$ 250 mil. “O valor médio do metro quadrado para imóveis novos varia entre R$ 3,5 mil e R$ 4 mil em Campinas”, assi- nalou o vice-presidente para o setor de comercialização da Habicamp, Douglas Vargas. Um valor que está cada vez mais próximo daquele pratica- do na capital paulista, onde um estudo da empresa de pes- quisas imobiliárias Geoimóvel calcula que o preço médio do metro quadrado seja de R$ 5.272,00.
Vargas ressaltou que, no acumulado dos últimos 12 me- ses, a inflação medida pelo ín- dice IGP-M foi de 10,27%. “A valorização imobiliária está acontecendo de forma desco- lada da inflação, porque se tra- ta de uma adequação de valo- res que estavam defasados e
que permaneceram um bom tempo estagnados”, justificou. No efeito cascata do boom imobiliário, os imóveis usados e os valores de locação tam- bém foram reajustados para ci- ma. Mas o vice-presidente de economia da Habicamp, Sér- gio Vargas, descartou a hipóte- se de que esteja se estabele- cendo uma bolha imobiliária na região, a exemplo da que se configurou há dois anos
nos Estados Unidos. “É uma conjuntura diferen-
te. Aqui existe uma situação em que existe demanda repri- mida, há espaço para aumen- to no crédito e uma perspecti- va econômica de crescimen- to”, disse.
Momento
Prestes a encerrar o ano, a construção civil regional tem motivos de sobra para cele- brar o desempenho em 2010. Pela primeira vez em cinco anos, a inadimplência em to- da a cadeia chegou ao nível ze- ro. “Estamos recebendo até mesmo antecipado. É uma si- tuação excelente, até porque chegamos a ter um índice de inadimplência beirando os 20% nesse período”, salientou Lima Filho.
Além disso, o setor encer- rou novembro com 2,3 mi- lhões de metros quadrados de áreas com alvarás de aprova- ção e execução obtidos junto à Prefeitura, o que já represen- ta um desempenho 32% supe- rior ao que foi verificado no ano passado inteiro.
“Devemos encerrar o ano com um número bastante próximo do recorde registra- do em 2008 (quando foram mais de 2,6 milhões de me- tros quadrados aprovados), que foi um ano excepcional” , atestou.
O grande destaque foi a aprovação de alvarás para ca- sas (residencial unifamiliar) que foi recorde no ano. Os 424 mil metros quadrados aprova- dos superam inclusive o total verificado em 2008 e equiva- lem a 2.122 unidades.
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